Como ajustar a estratégia de LinkedIn para 2026
Entenda o que mudou no LinkedIn, por que o engajamento caiu e como adaptar a estratégia para sair da saturação em 2026.
Depois de quase um mês sem publicar, estou retomando a newsletter Ramp Up com força total. Conteúdo autêntico de quem vive na trincheira do B2B toda quarta-feira no seu inbox 💪
Tirei uns dias pra curtir a família, depois passei as primeiras semanas do ano tocando a Ramper, conversando com founders e observando o mercado. Agora, com janeiro chegando ao fim, resolvi religar também o motor de creator.
Gosto de aproveitar esse período para trabalhar com meu motor em menor rodagem, assim consigo colocar melhor as coisas em perspectivas. Muitas vezes nós estamos só executando e pouco paramos para questionar. Esse exercício de religar os motores aos poucos me gera boas sinapses.
Uma coisa bastante recorrente durante esse período entre dezembro e janeiro: outros founders me chamando no WhatsApp pra perguntar:
“Ric, o LinkedIn tá normal aí pra você?”
A pergunta, por si só, já diz bastante coisa. E foi justamente por isso que escolhi esse tema para retomar a newsletter.
Quero organizar essa discussão em quatro partes:
Sintomas típicos desse período do ano
Mudanças mais estruturais que estão acontecendo no LinkedIn
Consequências práticas disso tudo
Como estou ajustando a minha estratégia - e como você pode ajustar a sua.
Bora!
Os sintomas do período
Antes de entrar em qualquer análise mais profunda, vale separar o que é sazonal do que é estrutural.
Percebo que o LinkedIn segue a agenda corporativa. Todo ano acontece algo parecido: em dezembro o engajamento começa a cair, em janeiro há uma retomada parcial e só depois do carnaval a coisa tende a normalizar de fato.
Não é apenas uma opinião com base em sensação. É um padrão que eu vejo se repetir praticamente todos os anos e faz sentido, afinal, as pessoas entram em férias, mudam o foco, passam a dedicar energia a outros assuntos.
É importante entender isso porque estratégia sem leitura de contexto costuma gerar frustração.
Nesse período, basicamente existem dois caminhos: ou você intensifica a produção para tentar compensar a queda de impacto de cada publicação, ou você reduz o ritmo, aproveita para descansar e repensar a estratégia. Eu optei mais pela segunda alternativa.
Desde o início de janeiro já estou ativo no LinkedIn, mas retomei conteúdos mais profundos agora, perto de fevereiro. Até aqui, nada fora do esperado.
O problema começa quando a gente tenta explicar tudo apenas por sazonalidade e ignora mudanças mais profundas que estão acontecendo ao mesmo tempo.
Realidade atual: infusão de conteúdos
Aqui entram as mudanças mais duradouras. Nos últimos meses - ou até anos - o LinkedIn passou por uma infusão muito grande de novos creators e de novos conteúdos. E isso não aconteceu por acaso.
Dois fenômenos se combinaram:
O primeiro foi a inteligência artificial, que aumentou muito a capacidade de produção de conteúdo.
O segundo foi uma conscientização maior, especialmente no B2B, de que posicionamento e presença digital deixaram de ser opcionais.
Produzir conteúdo nunca foi tão fácil. E, ao mesmo tempo, nunca foi tão necessário.
O marketing B2B mudou. Se você quer ser lembrado quando um potencial cliente entrar em modo de compra, precisa aparecer antes. Para a maioria das empresas B2B, isso passa por founders ou lideranças se posicionando, principalmente no LinkedIn.
Quando esses dois movimentos se encontram, o resultado é simples: muito mais gente publicando, com muito mais frequência.
O problema é que o número de pessoas consumindo conteúdo na timeline não cresceu na mesma proporção. A disputa por atenção aumentou bastante.
E existe um efeito colateral menos agradável nisso tudo. Com a barreira de entrada mais baixa, começaram a surgir no LinkedIn padrões que lembram muito a velha “fórmula do lançamento”, agora adaptada ao B2B. Promessas exageradas, posts caça-likes, textos claramente feitos no automático, muitas vezes sem lastro real.
Isso desgasta o ambiente, especialmente para quem tenta construir autoridade e credibilidade de forma mais consistente.
As consequências práticas
A primeira consequência é a queda do engajamento individual. Se você estava acostumado a ver médias mais altas de impressões e hoje percebe números bem menores, isso não é algo isolado. Aconteceu comigo também. E, honestamente, faz sentido dentro desse novo contexto.
Aqui vale um ponto importante: engajamento não é sinônimo de sucesso. Curtidas, comentários e impressões são sinais, mas não são o objetivo final. Para mim, sucesso continua sendo cliente pagante. Existe correlação entre LinkedIn e negócio, mas ela não é direta nem imediata.
Dito isso, é impossível ignorar que o engajamento caiu, principalmente para conteúdos genéricos. Textos vazios, pitches disfarçados e conteúdos claramente produzidos por IA tendem a performar cada vez pior.
O que mudou, na prática, é que o LinkedIn deixou de premiar frequência pura e simples. Hoje, faz muito mais diferença o tempo que as pessoas passam no conteúdo, se salvam aquela publicação e se consomem aquele mesmo creator de forma recorrente (sendo este último o target a ser perseguido!).
Isso muda bastante o jogo. Em alguns casos, faz mais sentido não publicar do que publicar qualquer coisa só para manter constância.
Outro efeito natural desse cenário é o avanço do ‘pay to play’ - ou seja, precisar patrocinar posts para aumentar o alcance. Toda plataforma segue esse caminho em algum momento. Aconteceu com o Google, com a Meta e não seria diferente com o LinkedIn.
Eu não vejo isso como vilão. Pelo contrário. Usar mídia paga faz sentido, especialmente para conteúdos de fundo de funil - cases, novidades de produto, histórias de clientes - que têm alto valor para o negócio, mas que naturalmente não performam tão bem no orgânico.
Como ajustar a estratégia
Diante de tudo isso, a pergunta passa a ser: como jogar esse jogo de forma mais inteligente?
Minha resposta começa pela escolha de um nicho. Ou, mais especificamente, pelo nicho do nicho.
Se você está começando agora, tentar falar com todo mundo é uma forma rápida de não ser lembrado por ninguém. Sempre digo que prefiro ser um “peixe grande em um aquário pequeno” do que ficar em mar aberto sendo só mais um.
Depois disso, é fundamental entender bem quem é o ICP que vive dentro desse nicho e definir alguns poucos temas para falar com consistência. Não apenas temas diretamente ligados ao produto, mas tudo aquilo que orbita a realidade desse público.
Outro ponto importante é priorizar conhecimento de causa. Conteúdos mais fortes costumam vir de problemas que você já resolveu ou está resolvendo. Evitar ficar morno ajuda bastante aqui. Conteúdo excessivamente técnico raramente engaja, porque as pessoas não estão no LinkedIn com cabeça de artigo acadêmico.
Por fim, posicionamento importa. Não no sentido de caçar polêmica vazia, mas de deixar claro no que você acredita, o que você critica e quais valores orientam suas decisões. Isso cria afinidade. E afinidade cria audiência.
Se eu tivesse que resumir a estratégia para 2026, eu diria que:
LinkedIn deixou de ser um jogo de frequência e passou a ser um jogo de construção.
Hoje, com IA e alguma dedicação, qualquer pessoa consegue publicar todos os dias. Mas autenticidade, profundidade e relevância… aí pra poucos.
Não importa tanto quantas vezes você publica, mas sim se, ao longo do tempo, está construindo algo consistente para a sua audiência.
E se você preferir ver esse conteúdo em vídeo, em um formato mais dinâmico e aprofundado, basta acessar abaixo:
🚀 Alguns Up’s pra você fixar
O LinkedIn acompanha a agenda corporativa: o engajamento cai em dezembro, reage em janeiro e costuma normalizar apenas após o carnaval, exigindo leitura correta do contexto.
IA e creator economy no B2B ampliaram muito a produção de conteúdo, aumentando a disputa por atenção sem crescimento proporcional do consumo.
Com mais oferta, o engajamento individual cai e a tolerância a conteúdos genéricos, pitches disfarçados e textos automatizados diminui rapidamente.
A plataforma passou a valorizar menos frequência e mais relevância, medida por tempo de leitura, salvamentos e consumo recorrente do mesmo criador.
Para lidar com a saturação, nichar bem, definir poucos temas centrais do ICP e produzir com conhecimento de causa e posicionamento claro tornou-se essencial.
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